domingo, 23 de fevereiro de 2014

ESCOLA E DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS: CAMINHO PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA


ESCOLA E DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS: CAMINHO PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

Palestrante: Erika Landau

Erika Landau é uma psicóloga israelense, especialista em crianças e jovens superdotados.

A violência é algo que faz parte da vida em sociedade desde que o ser humano passou a viver em grupo nos primórdios das primeiras civilizações. Está presente nas relações cotidianas e também é passível de ocorrer entre as crianças ao interagirem em família, na escola e na sociedade.
Um caminho possível para evitá-la, ou minimizar seus efeitos, segundo Erika Landau, é fazer com que a criança tenha consciência das coisas boas que as pessoas fazem para elas.
Quando se tem esta percepção, a criança reconhece que é importante como pessoa e quando lhe pedirem para que ela faça ou deixe de fazer algo, ela se sentirá menos irritada e aceitará melhor essa conduta de convivência.
Lidar com a frustração é algo difícil para crianças e jovens, que querem tudo "pra ontem", numa urgência desmedida e desregrada.
As crianças precisam aprender o valor da gratidão, e para isso é necessário que reconheçam desde muito cedo o bem que lhe fazem. De outro modo, haverá insatisfação de ambas as partes e a relação será prejudicada.
Erika Landau coloca que a violência pode ser canalizada de modo a despertar a criatividade.
Agressão vem do latim e significa "aproximar, colocar as mãos sobre". Essa aproximação pode ser com amor ou ódio, para acarinhar ou para agredir.
A reação de agressividade depende de como o ser humano foi estimulado, caracterizando o comportamento agressivo como algo aprendido. Outras abordagens relacionam a um comportamento inato.
A agressão tem seu lado positivo, que é o que move o indivíduo, tornando-o determinado a conseguir as coisas. Neste caso, temos a agressão como fonte construtora, que motiva a ação em face de alcançar objetivos almejados.
Frustração e fracasso pode ser o início de uma nova atividade criativa, se não forem levados tão a sério. Vários são os exemplos de pessoas que alcançaram o triunfo, superaram obstáculos e desenvolveram seu potencial realizando coisas fantásticas!
O ser humano nasce com agressão, o primeiro grito de um bebê é agressivo, a primeira comunicação com seu meio é agressivo. Ele quer ser ouvido e compreendido, portanto, usa dessa agressividade para conseguir o que necessita, que neste caso é ser alimentado. Então, diferente do que se possa pensar, a agressividade é necessária para a sobrevivência e para se estabelecer relações com o ambiente.
A escola, portanto, como um espaço socializador onde estão presentes os vários tipos de comportamentos, pode ser a condutora e transformadora dessa energia agressiva em talentos em potencial.
A criatividade está embutida na agressividade, já que pode aceitar riscos, desafiar os limites já conhecidos e extrapolar o convencional.
É necessário oferecer desafios emocionais, sociais e intelectuais de modo que a criança possa desenvolver sua criatividade, permitindo que a criança forme uma autoimagem positiva e possa ver as coisas por diferentes pontos de vista.
É interessante ver a agressão por este ângulo, quando normalmente é vista de forma negativa e ameaçadora da ordem. Trata-se de acreditar que o comportamento agressivo é contestador, exige alguma coisa e deve ser observado com atenção.
Na agressividade pode residir a capacidade de criação, é necessário, portanto, que para que isso ocorra, haja estímulos dos adultos de modo que a criança possa compreender o que se passa com ela e se sentir aceita dentro desse universo que a está frustrando e desestimulando.
Se pensarmos bem, são nos momentos de agressividade em que nos esforçamos mais para sermos compreendidos e é quando exigimos o que nos é de direito, então a agressão, como parte integrante do ser humano desde o nascimento, pode nos tornar seres plenos e criativos se for bem canalizada.


Por: Alda Cavalcante Bezerra

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